| EMOÇÃO ATÉ AO FIM... |
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| Escrito por TACUARA | |||
| Segunda, 03 Novembro 2008 09:51 | |||
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Este Sábado, trouxemos de Cernache uma vitória tão saborosa como complicada e o golo da vitória só surgiu a 4' segundos do fim por Lileú... A nossa deslocação a Sernache era complicada por dois motivos pois era a viagem mais longa da prova e não conheciamos nada do nosso adversário e isso quase nos saiu caro pois o jogo acabou por ter um grau de exigência muito elevado e a nossa equipa acabou por passar por muitos apuros. Valter foi baixa de última hora por lesão e foi com os disponiveis que entrámos no Pavilhão Vaz Serra numa noite de muito frio com Bruno Travassos a fazer alinhar de inicio Leandro,Arménio,Pelly,Perry e Lileú e cedo se viu que as coisas não seriam fáceis pois começámos a errar muitos passes, a complicar o jogo e o Sernache começou a acreditar que poderia fazer estragos pois as nossas peças mais influentes estavam em tarde não... A Casa do Benfica no entanto vai chegar ao golo pelo inevitável Lileú que remata cruzado após assistência de Perry aos 21.10'. Pensámos que seria o inicio da tranqulidade mas parece que o golo espicaçou o nosso adversário que deu a volta ao jogo na recta final do primeiro tempo, primeiro aos 35.19', Fábio aproveita um desentendimento colectivo e aos 36.11' eis de novo o pivot adversário a facturar após novo erro da nossa equipa. Ao intervalo a desvantagem castigava a nossa equipa que estava a realizar uma exibição para esquecer e no balneário os nossos atletas ouviram das boas de Bruno Travassos. Para o segundo tempo, o técnico lançou Stalone,João Cruto,Marquito,Gonçalo e Perry e não poderiamos ter entrado pior no jogo pois logo aos 44' segundos, Stalone e Perry chocam e a bola sobra para Tiago que volta a facturar. Era o desespero no nosso banco e as coisas só não pioram pois Perry volta a falhar e Tiago dispara á trave da nossa baliza. Estávamos agora a perder por dois golos e o Sernache continuava melhor do que nós e quando tinhamos oportunidades, errávamos o alvo de forma incrivel ou Fofinho defendia tudo. Po altura dos 10', o golo para nós já era mais do que merecido e João Cruto marca mesmo aos 11.29' após grande passe de Marquito Com este golo, a equipa acorda e passa a jogar em velocidade com transições bem feitas e não espanta que num desses lances Pelly ofereça o golo na esquerda a Arménio que empata o jogo aos 16.27'. O mais dificil estava feito mas os erros regressaram e eis de novo Fábio a surgir aos 21.48' a facturar o seu quarto golo no jogo. Faltavam 23' para jogar, a nossa equipa perdia, o Pavilhão puxava pela equipa da casa e era tudo conjugado para se calhar perdermos o jogo mas a nossa equipa nunca desiste, nunca baixa os braços, nunca vira a cara á luta e foi para cima do adversário em busca da felicidade que esteve perto aos 22.35' quando Lileú dispara ao poste esquerdo já com Fofinho batido mas surge o empate aos 27.15' por intermédio de Marcelino que aproveita um passe de Gonçalo pela direita e factura o quarto golo da nossa equipa. O jogo entra então numa fase nada bonita com o adversário muitas vezes a queimar tempo e com a jovem dupla de árbitros sem pulso, acabando por expulsar o capitão do Sernache e com o técnico do Sernache só a muito custo a ser controlado no banco adversário. Da confusão não tivemos culpa mas acusámos os acontecimentos e não soubemos aproveitar o facto de o adversário estar com menos um elemento mas aos 37.34', surge uma grande oportunidade para nós com Lileú a ter a responsabilidade de da marca dos 10m facturar perante um pavilhão cheio de assobios mas o nosso "miúdo" encheu o pé e fuzilou para o 5-4. Pensámos no banco que o jogo estava ganho mas a equipa voltou a tremer e sofremos de forma incrivel o golo do empate a 5 com 41.50' após assistência de Tiago e golo do nº 20. Faltariam poucos segundos e nesta altura lembrei-me daquela tarde no Ferro, do golo de Hélder Santos que nos deu a vitória nos últimos segundos e de repente, Perry, o nosso capitão, puxou os galões e pela esquerda fez o passe rumo á vitória com Lileú a marcar o golo que nos deu os três pontos e com todo o banco a invadir o campo e com o nosso mister de lágrimas nos olhos, a saborear como ninguém o triunfo que 4' segundos depois se tornou uma realidade. Ficou mais um aviso aos nossos atletas para o facto de todos nos quererem ganhar mas a raça, a luta e o espirito colectivo transformou uma derrota que parecia certa a determinada altura numa vitória memorável e que nos pode encher de esperança para o resto do campeonato que promete ser muito duro e emotivo...
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| Actualizado em ( Quarta, 05 Novembro 2008 11:25 ) |



